22 de outubro de 2016

Animações Assistidas

   E aí? Como foi/está sendo a semana de vocês? Vocês não sabem o quanto agoniada em fico em ficar uma semana sem postar (é eu sei que já falei isso aqui), parece que é mais um projeto que deixo de lado... BTW

    Sessão aleatória da postagem : on

    Sabe aquela festa Halloween que eu comentei postagem passada? Eu estava pensando na fantasia e parei quando percebi que o dia da festa cairia num que não poderia ir. Desanimei legal. Mas eu vejo como ficou a decoração e tals pelas fotos do face e insta. / Eu ainda não me decidi se vou mudar o layout ou não. Indecisão é um monstro que nos devora por dentro. Quero compartilhar um que montei, mas não sei se gostei, no blog de testes. Também pensei em apenas alterar algumas coisas por aqui e mudar a paleta de cores... Provavelmente decidirei isso quando tiver mais tempo. / Vocês já escutaram Tulipa Ruiz (tô pensando em fazer uma postagem comentando sobre um CD dela inclusive)? / GENTE. DUAS SEMANAS PRO ENEM! Eu nâo estou crendo, por mais que esse ano eu faça para "testar" eu estou ficando nervosa. E em dezembro ainda tem uma avaliação seriada da universidade da minha cidade (essa é pra valer). Eu preciso urgentemente pensar em como vou me organizar pra estudar ano que vem. Ai.

  Sessão aleatória da postagem : off

   Já comentei aqui no blog sobre como estou buscando me atualizar a respeito do mundo cinematográfico, e nos últimos tempos eu assisti alguns filmes que gostei bastante. Resolvi trazer uns comentários sobre eles.


O Pequeno Príncipe (2015)

Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteróide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra.

   Primeiramente, gostaria de dizer que eu nunca li o livro (pode me chamar de estranha, eu deixo), isso porque nunca aproveitei as oportunidades que tive de ler (e não, eu nunca precisei ler para o colégio). Porém, conheço a história e uma parte da essência que o livro traz. E foi isso que me fez gostar do filme, pois traz exatamente a história do garoto que vive no asteroide B612 em toda a sua simplicidade e complexidade, ao mesmo tempo que nos apresenta uma nova história.


    O filme, dirigido por Mark Osborne, gira em torno da história de uma menina que se muda com a mãe, uma verdadeira louca por planejamentos e que pretende fazer com que a filha estude em um renomado colégio. Essa garota segue os planos da mãe, mas quando conhece o seu velho vizinho começa a ver o mundo de uma forma diferente. De repente, a cidade cinza e repleta de pessoas, que seguem padrões e um estilo de vida, no mínimo, "robótico", torna-se um local pouco divertido.

   E o mais triste é pensar que esse mundo que parece fictício é realmente uma imagem do que vivemos. A mãe sobrecarrega a filha, visando dar um futuro melhor, mas se esquece do fato de que a garota é uma criança. Cadê as brincadeiras e a diversão? Não há tempo para isso, apenas para estudos, apenas para alcançar uma meta que, na verdade, a menina nem sabe realmente como é. Mas, o filme vai além disso, há outras críticas, metáforas e pontos importantes nas entrelinhas, como a questão da morte e superação, e a do inevitável envelhecimento.

   Além disso, o filme traz dois tipos de animação: quando estamos na história da menina, computação gráfica, e quando a história passa a ser as contadas pelo vizinho aviador, stop motion. Mas, além disso, também temos algumas aquarelas que, após bisbilhotar a internet, descobri serem do próprio autor do livro. Ah, sem contar a maravilhosa trilha sonora. Não preciso comentar mais nada, né?




Mary e Max - Uma Amizade Diferente (2009)

Mary Daisy Dinkle é uma menina solitária de oito anos, que vive em Melbourne, na Austrália. Max Jerry Horovitz tem 44 anos e vive em Nova York. Obeso e também solitário, ele tem Síndrome de Asperger. Mesmo com tamanha distância e a diferença de idade existente entre eles, Mary e Max desenvolvem uma forte amizade, que transcorre de acordo com os altos e baixos da vida.

   Agora vamos falar de uma animação feita para adultos e que trata de um assunto muito interessante. Dirigido por Adam Elliot, a história é narrada em terceira pessoa, sim temos um narrador, e se contextualiza de uma maneira que não vejo com tanta frequência. Fora que a temática desenvolvida ao longo da narrativa é apresentada de uma maneira diferente, ou seja, não é jogada logo no início.


   A garotinha australiana Mary um dia decide se entreenter com algo, tentar fazer amizades, e para isso escreve para um endereço que encontra em uma lista telefônica dos EUA. Sabendo apenas o nome e o endereço de Max, Mary escreve uma carta contando alguns detalhes da sua vida. Com a troca constante das cartas vamos descobrindo mais sobre a vida de ambos e quais são os problemas que enfrentam.

   Ao passo que Mary é uma garota solitária, sem amigos e que procura resposta para suas perguntas e questões existenciais, Max é um adulto, igualmente solitário, que possui problemas relacionados à Síndrome de Asperger e, consequentemente, ansiedade. Ambos fazem questionamentos muito parecidos, mas sob pontos de vista diferentes, ela na perspectiva de uma criança, e ele na de um adulto que tem problemas em entender as pessoas ao seu redor.

   Abordando temas como a própria Síndrome de Max, o bulliyng, a depressão e o suicídio, a animação se mostra bem mais adulta ao mesmo tempo que a simplicidade do stop motion também nos traz cenas leves e até inocentes. Mas o que mais me chamou atenção na parte visual foi como as cores foram trabalhadas em ambas realidades, enquanto o estadunidense possui uma New York em preto e branco, a garotinha vê o mundo em tons de sépia, amarronzados. A interpretação dessas características eu deixo para vocês, assistam e depois me digam o que acharam.



A razão para eu te perdoar é porque você não é perfeita. Você é imperfeita e eu também. Até mesmo o homem do lado de fora do meu apartamento que joga lixo no chão. Quando eu era jovem eu queria ser qualquer pessoa, menos eu. O Dr. Bernard Hazelhof disse que se eu estivesse numa ilha deserta então eu teria que me acostumar com a minha própria companhia, ele disse que eu teria que aceitar a mim mesmo, meus defeitos e tudo o mais e que nós não escolhemos nossos defeitos, eles são parte de nós e nós temos que viver com eles.
A verdadeira amizade se vê pelo coração, não pelos olhos... 

4 comentários

  1. Olá, tudo bom?
    A minha semana está muito boa, obrigada.
    Cara, falta duas semanas para o enem, mds. Que complicado, né? Eu estou fazendo apenas para treinar e já to pirando, imagina ano que vem, vou até suar. Mas vou estudar, mds.
    Essa animação do pequeno príncipe me deixa com muita vontade de assistir, pq eu li o livro quando era menor e gostei pra caramba.
    Essa segunda animação eu nunca assisti, porém já vi um vídeo em que o pessoal comenta sobre ela. E eu fiquei mega curiosa, mas toda vez me esqueço quando vou procurar um filme para assistir.

    Enfim, boa sorte na prova do enem.

    Sessão Proibida

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    1. Oi, Lunii! Eu estou bem também!
      Estou na mesma situação haha' vou tentar me acalmar um pouco se não não aguento os dois dias de prova.
      Ah, as duas animações valem muito a pena, se tiver a oportunidade assista!

      Obrigada e boa sorte pra ti também!
      Beijos!

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  2. Olá!
    Achei bem bonitinho o layout do seu blog de testes ^^
    Nunca vi o filme do Pequeno Príncipe, mas li o livro e tenho ele também, e nunca tinha visto esse último filme, mas me interessei. Se passar na televisão ou eu ver vendendo o DVD dele, irei comprar :p
    mallow-mars.blogspot.com.br

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    1. Oi, Tamara!
      Ah, o filme vale a pena, viu?
      Obrigada!
      Beijos!

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